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Get in the Ring! #9

Desde quando a Main Event Mafia foi fundada houve uma dúvida se isso seria mesmo um heel turn de Sting. Sting se juntou a três top heels da TNA – quatro, após a chegada de Steiner -, e isso deixava no ar a dúvida de como a TNA faria para que Sting fizesse parte de um grupo assim. Conforme o tempo foi passando, todos começaram a perceber os reais objetivos dos membros dela. Era consenso (pelo menos entre as pessoas com quem conversei) que Sting, uma hora ou outra, daria adeus à Main Event Mafia. A hora que todos (ou quase todos) esperavam parece ter chegado. Hoje teremos o Against All Odds, e o Main Event promete muito!

Friend or Foe?

Os motivos pelos quais todos sabiam que Sting sairia da Main Event Mafia foram inúmeros. O primeiro deles foi, conforme os outros membros iam lesionando, um a um, os outros membros da TNA, a percepção de que o sonho de Sting em conquistar o respeito de todos ia desmoronando. Ao invés de lutar por respeito, os outros membros da Main Event Mafia davam, a cada dia, mais e mais motivos para serem desrespeitados. Ataques a wrestlers após as lutas já terem sido terminadas, maneiras sujas para vencer os combates e Kurt Angle jogando sujo para que conseguisse, de qualquer maneira, uma luta com Jeff Jarrett foram três dos principais motivos para que Sting notasse as verdadeiras intenções dos outros membros da stable. Exceto Sting, a Main Event Mafia não quer conquistar o respeito dos outros membros da TNA, mas sim conquistar o poder dentro dela.

Com isso, as primeiras faíscas entre Sting e Kurt Angle, líder da Main Event Mafia, começaram a aparecer. Sting, nos últimos iMPACT, começou a mostrar todo o seu descontentamento. A ironia durante uma promo de Angle, o chamando de “Mr. Godfather” e a frase “não preciso que ninguém diga com quem eu devo ou não lutar” foram essenciais para que Angle notasse que Sting já não estava tão omisso e que não seria usado como estava sendo nos primeiros meses de stable. Sim, Sting estava omisso, pois custava acreditar que seu sonho havia ruído. Custava a acreditar que todos os seus “irmãos” (já que eles dizem que são uma família) estavam usando-o o tempo todo.

No meio disso a TNA toma uma ótima decisão e marca uma ótima luta. Coloca Sting em uma 4 Way Match com seu TNA World Heavyweight Championship em jogo contra Angle, Brother Ray e Brother Devon. A luta é “cada um por si”, mas obviamente Devon e Ray tentarão agir juntos, tentando, ao menos, fazer com que o título não continue em posse da Main Event Mafia. Sting e Angle também não querem ver o título nas mãos da TNA Frontline, da qual Devon e Ray fazem parte, mas com os entreveros das últimas semanas, Sting e Angle têm visto dificuldades para trabalharem em conjunto.

Graças a esses entreveros entre Sting e Angle o iMPACT se tornou um programa ainda mais atraente. Angle não faz questão nenhuma em esconder que Sting o está deixando puto. O desentendimento entre os dois chegou ao cúmulo no Main Event do último programa. Angle e Sting enfrentaram Team 3D em uma Tag Match, porém Angle, no alto de sua soberba, disse que não precisava de Sting e que venceria a luta sozinho. Sting queria entrar na luta, porém Angle desprezou a ajuda e no final acabou discutindo com Sting. Essa discussão foi ótima, porque, ao contrário do que se vê muitas vezes, a briga entre os dois não foi física, mas sim nas palavras, com os dois mostrando o seu descontentamento em relação ao outro. Com todos os outros membros da Main Event Mafia tentando acalmar a situação, deu pra ouvir coisas bastante interessantes como, por exemplo, Angle dizendo: “Eu não o quero mais na Mafia!” e Sting dizendo: “Friend or foe (amigo ou inimigo)?”.

Enquanto Sting esteve omisso em relação as atitudes ruins da Mafia tudo correu bem nos pay-per-views. A primeira vitória da TNA Frontline veio apenas no último pay-per-view, o Genesis, e com a ajuda de Mick Foley. A TNA vem mostrando que a dominância da Main Event Mafia começa a ruir e que ela, em alguma hora, perderá a guerra para si mesmo. Sting está com os dias contados dentro da Mafia e, tudo leva a crer, sairá dela hoje à noite, no Against All Odds. O resultado do Main Event é, ao contrário do que vinha acontecendo em muitos pay-per-views do pro-wrestling, imprevisível. Não diria que o título vai para as mãos da TNA Frontline, mas acredito que a chance do título mudar de mãos é a mesma que Sting tem em conseguir mantê-lo. Igualdade que nunca aconteceu desde o Bound For Glory IV, onde Sting conquistou o título.

A TNA vem desenvolvendo a storyline de uma maneira que só merece elogios, já que, apesar de juntar cinco nomes fortes da história do pro-wrestling na mesma stable, conseguiu fazer com que Sting e Kurt Angle se destacassem de uma maneira que não desmerece Steiner, Booker T e Kevin Nash.

Hoje a promessa é de uma noite histórica. Parece ser a noite em que a TNA aposta as suas fichas que vinham sendo acumuladas nos últimos meses. Esse é um grande passo para essa grande storyline que melhora a cada semana e a cada pay-per-view.



Get in the Ring! #8

Há tempos as duas principais empresas de pro-wrestling, atualmente, WWE e TNA, não tinham uma semana tão movimentada.

Ao contrário de algumas outras semanas, assunto foi o que não faltou: na TNA tivemos o Genesis – que foi um ótimo pay-per-view – e um bom iMPACT. Na WWE tivemos um Raw bom, com algumas definições interessantes. Tivemos Jack Swagger, um novo (e promissor) campeão na ECW. E na SmackDown tivemos a aposentadoria de Victoria e o incidente dos fogos de artifício com Jeff Hardy. Como bônus, foi anunciado que Stone Cold Steve Austin entrará para o Hall of Fame no próximo dia 4 de Abril.

Seria bom escrever sobre todos, mas como não tenho tempo para isso, resolvi escolher dois entre estes citados. Por coincidência, acabei escolhendo dois assuntos da brand azul da WWE.



Descendo a montanha


No final de 2008, Jeff Hardy escalou a montanha com perfeição. A mudança em algumas características de sua gimmick o fez um personagem muito mais interessante dentro do SmackDown, fazendo assim com que eu me interessasse mais pelos momentos em que ele se apresentava no programa e achasse que seria bastante oportuno colocar o título em suas mãos. Meu desejo foi atendido e Jeff foi bem recompensado no último pay-per-view da WWE em 2008, o Armageddon, e se tornou um símbolo (ainda) maior na empresa.

Muita gente que achava injustas as suas derrotas perante Triple H nos pay-per-views anteriores agora reclamava que Jeff Hardy não era o cara certo para ter o título em mãos. “Jeff é aquele cara que tem duas suspensões? Sim?! Então não deve ser o campeão”, alguns diziam. Alguém que detém o título maior da empresa de pro-wrestling em que trabalha é o cara escolhido para representar a empresa, então choveram críticas que diziam que dar o título a ele seria como dar carta branca a todos os outros, dando a entender que suspensões não importam na hora de escolher um campeão.

Eu sou um daqueles que, após toda essa escalada, queria ver Jeff como campeão, não importando quantas suspensões ele tivesse. Mas, pelo que vejo semanalmente na SmackDown, não é o que a WWE quer.

Desde que conquistou o título, Jeff entrou em feud com Edge. Edge tem o papel de lembrar a todos que o passado de Jeff Hardy o condena. Jeff era conhecido – e ainda paga por isso – como um cara inconsequente, que não se importa em correr riscos (não só dentro do ringue), mesmo que esses riscos possam prejudicar a sua carreira. Então, Edge diz que não é certo que o título maior da empresa fique com alguém que teve um dia de sorte na vida.

A feud de Edge é com Jeff, mas a feud de Jeff não é com Edge. Em outras palavras, colocam Edge focado no título, enquanto, ao mesmo tempo, colocam Jeff sofrendo ataques de alguém ainda desconhecido, o que sempre o impossibilita de confrontar Edge em alguma promo.

Pancada na cabeça pouco antes do Survivor Series, acidente automotivo e o incidente com os fogos de artifício são exemplos de que a WWE, mesmo tendo Jeff como campeão, não o faz parecer um. Hoje a feud dele é contra o desconhecido, e isso me faz crer que, dificilmente, Jeff permanecerá como campeão por muito tempo.

A conquista de Jeff foi uma recompensa a tudo que ele fez durante esse tempo em que correu atrás do título que estava em posse de Triple H. Agora, com a conquista, esquecem que ele é o campeão. Colocam-no em uma storyline que não tem envolvimento direto com o título. Edge provavelmente se sagrará campeão no Royal Rumble ou então no No Way Out. O mistério de quem está atacando Jeff Hardy será revelado e provavelmente Jeff sairá do caminho do título. Tudo leva a crer que na WrestleMania 25 estará distante do título que hoje ostenta.

Para mim, no momento, não me importa quem é que está atacando Jeff. O que importa é que a WWE está decepcionando. Quando Jeff conquistou o título tive a esperança de ver um grande campeão, conseguindo mostrar que ele é muito mais do que um cara que faz spots malucos e assim se firmaria como um grande campeão, no qual a empresa pode confiar. Porém, assim como aconteceu com vários outros, a WWE não dá uma chance para Jeff mostrar o seu potencial como campeão. Não adianta conquistar o título e não fazer com que ele mostre durante o reinado que ele é merecedor desse título.

Sempre achei que dar o título ao Jeff foi uma boa, já que com o título em mãos ele poderia repensar em muita coisa errada que fez no passado, tirar uma lição de tudo isso e assim deixar esse histórico de suspensões para trás. Porém, da maneira que as coisas estão sendo feitas, fica difícil acreditar que dar o título a ele adiantou alguma coisa.

Estão fazendo com ele a mesma coisa que fizeram com CM Punk no ano passado. Não estão passando a confiança necessária que um campeão precisa saber que tem da empresa. A WWE não dá chances para alguém mostrar o seu real valor, então não há como reclamar que os main-eventers estão velhos e que a renovação é difícil.

Jeff Hardy foi um autêntico alpinista: escalou a montanha com muito sacrifício e, agora que conquistou o topo, está descendo de volta. E o pior é que nem é por vontade própria.



*****


Thank you, Victoria!


Nesse tempo que acompanho pro-wrestling, Victoria foi a primeira mulher que realmente me chamou a atenção dentro de um ringue. Ela não era a mais bonita, ela não era a mais gostosa, mas ela sabia lutar. Afinal, é para isso que elas deveriam estar lá, não?

Durante a semana apareceu a notícia de que Victoria faria sua última luta na WWE, e se aposentadoria após o SmackDown dessa semana. No momento que li a notícia fiquei um pouco cético, achando que poderia se tratar de uma storyline. Infelizmente, eu estava errado. E eis que Victoria se aposenta logo no início de 2009.

Ninguém me dará certeza disso, mas para mim parece óbvio: o desprezo da WWE incentivou Victoria a se aposentar.

Quem está chegando no fim da carreira provavelmente tenta responder a pergunta que faz à sí mesmo "Quando é o melhor momento para se aposentar e porque devo fazê-lo?".

Victoria deve ter feito essa pergunta à sí mesma, e viu que não havia nenhum motivo profissional no momento para não fazê-lo. Não fazia parte de nenhuma storyline, já algum tempo era uma jobber de luxo, o seu espaço vinha ficando cada vez menor dentro do show e a empresa em que trabalha dá mais valor à beleza - ela é sim uma mulher muito bonita, mas não posará para a Playboy no futuro (acho) e isso ultimamente tem contado muito - do que ao talento.

Quem vê a atual situação da divisão feminina da WWE fica triste, mas ao mesmo tempo feliz com essa notícia.
Triste porque vê uma grande lutadora se aposentando dessa maneira, como se fosse uma qualquer, e feliz porque sabe que ela não será mais desprezada por uma empresa que não aproveita muitos dos talentos que tem, em detrimento de coisas "extra-ringue".

Victoria já estava há quase 10 anos na WWE e viu que essa etapa da sua vida já estava cumprida. Agora, deixa de ser Victoria e volta a ser Lisa Marie Varon, e, provavelmente, cuidará de sua oficina de carros customizados e seguirá a vida da maneira que achar melhor. E eu continuo torcendo por ela.





Get in the Ring! #7

Stables são importantes para uma empresa de pro-wrestling. Há inúmeras stables famosas que fizeram história e que, de alguma maneira, deixaram sua marca na empresa em que se apresentaram.

Stables são importantes não só para a empresa, mas também para os wrestlers que fazem parte dela. Muitos conseguem conquistar o seu espaço dentro da empresa se apoiando em outro wrestler mais famoso, com mais nome, que faz parte da mesma stable que ele.

É exatamente nesse quesito que a Legacy se encaixa. Wrestlers de segunda e terceira geração, que se escoram no sucesso de Randy Orton, também com antecessores de sucesso, para que possam alcançar o topo da montanha com mais facilidade.

Porém, na WWE, algumas coisas demoram para acontecer...



Quando você acha que está ficando bom...




Após assistir o último Raw do ano de 2008, eu achei que este seria um programa bastante interessante desde o primeiro show de 2009. Naquele último programa de 2008 – que para mim foi, de longe, o melhor Raw dos últimos três meses, pelo menos – vimos a Legacy sendo parte importante dentro show, já que todos lutaram naquela noite. Orton impôs a regra de que para permanecer no grupo era necessário vencer, então os três outros membros – Cody Rhodes, Manu e Sim Snuka – lutaram naquela noite pela sua sobrevivência dentro do grupo. Rhodes e Snuka venceram, mas Manu foi derrotado por Matt Hardy.

Orton também lutou naquela noite, na Fatal Four Way apelidada "Race to the Rumble", para decidir quem enfrentaria John Cena, na disputa pelo World Heavyweight Championship, no Royal Rumble 2009. Orton saiu derrotado e JBL conquistou a oportunidade de lutar pelo título.

Devo dizer que desde quando surgiu o rumor de que a WWE estava pensando em formar essa stable, eu torci demais para que isso acontecesse o quanto antes.

A stable composta por wrestlers de segunda e terceira geração parecia estar sendo finalmente formada. Logo após aquele show eu tive a expectativa de que a stable começaria a dar seus passos rumo à WrestleMania, elevando Orton à luta pelo World Heavyweight Championship no “maior pay-per-view de todos”.

A stable, obviamente, ajudaria também Cody Rhodes, Manu e Sim Snuka, que teriam seus status elevados com a companhia de Orton. Imaginei com uma stable bastante dominante, onde Rhodes, Manu e Snuka conseguiriam títulos, ganhando assim mais prestígio e fazendo com que os títulos – todos estão bastante esquecidos, exceção feita aos dois mais importantes (World Heavyweight Championship e WWE Championship) – também ganhassem mais atenção.

Imaginei Cody Rhodes entrando em feud com CM Punk pelo Intercontinental Championship – querendo ou não, CM Punk terá o título em mãos daqui a pouco – e Manu conquistando o título de duplas com Sim Snuka.

A formação da stable agora seria uma boa, já que John Cena é o atual campeão e seria o primeiro alvo dela, fazendo assim com que a stable ganhasse ainda mais prestígio e Cena ganhasse uma feud. Até porque, feud com o JBL de novo é de doer, afinal, foi uma das piores feuds do ano passado.

Porém, logo no primeiro show de 2009 já começam os problemas. Orton cumpre a regra que impôs e diz que Manu está fora. Manu tenta argumentar dizendo que Orton também perdeu (eu também pensei nisso quando vi Orton perdendo a sua luta) e então não teria cabimento mandá-lo embora. Orton cumpre a regra mesmo assim e ainda diz que nunca mais quer ver Manu em sua frente. Orton avisa que a regra “vencer para sobreviver” continua e lá vão Rhodes e Snuka formarem uma dupla para vencer Cryme Tyme. Orton os parabeniza pela vitória, porém avisa que Snuka está fora do grupo, pois foi Rhodes quem fez o pinfall. Então agora só Orton e Rhodes estão juntos.

Após ver tudo isso acontecendo, posso dizer que fiquei decepcionado. Seria ótimo ver a stable sendo formada nesse começo de ano para que chegasse com força total na WrestleMania 25 (sim, tudo que eu penso agora é na WrestleMania).

Essa storyline da stable composta por wrestlers de segunda e terceira geração já foi adiada quando Orton se machucou durante o Judgement Day do ano passado. Agora, pelo que me parece, resolveram não juntá-los por enquanto. As explicações que me vieram à cabeça do motivo do adiamento seriam porque DiBiase, que parece ter lugar cativo nessa stable, ainda não pode ter uma participação constante no Raw graças às gravações do filme "The Marine 2". Com isso, não pegaria o hype da formação da stable. (Porém, se for só por causa disso, é besteira). Ou então, porque a storyline principal do Raw, no momento, é a de Shawn Michaels e JBL, e o adiamento seria para que a stable não fique em segundo plano.

Porém, não entendo o que a WWE quer, fazendo com que Manu e Snuka fiquem fora dos planos de Orton por enquanto, já que, como eu disse anteriormente, todos teriam muito a ganhar formando a stable logo agora.

Partindo do ponto que stables ajudam na qualidade dos shows, valorizam títulos (caso os membros da mesma ganhem algum) e valorizam os Superstars, não há uma boa explicação para tudo isso que aconteceu na última segunda-feira.

Imagino que o plano de formar essa stable provavelmente não foi abortado, mas acredito que foi deixado de lado por um tempo. O que é uma pena, porque como disse seria uma grande coisa para a WrestleMania. Claro que a stable tem tempo para ser formada e ser destaque na WrestleMania, mas já que começaram a andar, que dessem seguimento à procissão...

Enfim, espero estar enganado ao ficar decepcionado e que Orton tenha um grande plano por trás disso tudo. E que no Raw de amanhã esclareçam de vez toda essa história, mas ainda assim, acho desperdício de tempo. E como diz o Super Sam: “Time is money! Oh yeah!”

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Antes de terminar, dois pedidos aos bookers:

- Aos bookers do Raw: façam uma storyline decente para o Kane.

- Aos bookers da TNA: façam Kurt Angle vencer hoje no Genesis.


Get in the Ring! #6

Olá! Trago hoje mais uma coluna Get in the Ring!

Hoje falo sobre o Final Resolution, pay-per-view da TNA, que ocorreu no último domingo na Impact Zone.

Meus pensamentos, alguns comentários sobre as lutas e sobre o futuro da guerra por respeito entre Main Event Mafia e TNA Frontline.



"Watch and learn"


O Final Resolution (parte II)* aconteceu nesse último domingo na Impact Zone e pode-se dizer que a TNA chegou a um ponto, graças a ótima storyline desenvolvida com base na falta de respeito entre veteranos e novatos, em que tudo que acontece é visto com bons olhos. Obviamente o que se vê dentro do ringue também é de um nível muito bom, mas como eu já disse algumas vezes, boas storylines fazem com que qualquer luta se torne extremamente excitante. E era isso que faltava na TNA até algumas semanas atrás: uma boa storyline que fizesse com que todo mundo assistisse aquilo como se fosse a coisa mais legal do mundo. Afinal, o nível da TNA dentro do ringue nunca foi algo desinteressante.

Falando do pay-per-view em si, digamos que começou com aquilo que todo pay-per-view da TNA deve começar: uma luta cheia de wrestlers da X-Division. Não há muito o que dizer sobre a Feast or Fired match, já que ela foi aquilo que nós sempre esperamos da X-Division: agilidade incrível dos wrestlers, golpes bem elaborados, emoção do início ao fim (nesse caso a emoção foi gerada pela expectativa de ver quem seriam os felizardos que pegariam as malas) e alguns spots dignos do público gritar "holly shit!".

Os felizardos que pegaram as maletas foram: Hernandez, Homicide, Curry Man e Jay Lethal. Apenas a de Jay Lethal foi aberta e, para minha surpresa, ele ganhou uma title shot pelo TNA Tag Team Championship. Acredito que Hernandez seja agraciado com uma title shot pelo TNA World Heavyweight Championship, Homicide com a X-Division Championship e Curry Man demitido - e voltando com outra gimmick, talvez.

Algo que deve ser ressaltado também (e elogiado) é o fato de alguém ter a mala "roubada" durante a luta. Claro, com a estipulação de que o wrestler só é dono da mala quando estiver com ela em mãos e tocar com os pés fora do ringue, algo assim tinha que acontecer. Mas, o melhor, é que fizeram a melhor escolha possível para isso: escolheram The Motor City Machineguns para terem a mala roubada! E a reação deles durante o resto do pay-per-view mostrou porque foi eles foram a melhor escolha.

Porém, nem tudo são flores. Apesar de ver uma ótima luta da X-Division, é um pouco brochante ver o X-Division Championship nas mãos de Sheik Abdul Bashir... Não que eu o ache ruim, mas é estranho vê-lo lutando ali, em uma luta tão... Sem graça. Enfim, já não é a primeira vez que esse fato me incomoda. Foi assim no Bound For Glory IV, foi assim no Turning Point e foi assim no Final Resolution.
E ainda por cima tem essa briga entre Bashir e o árbitro Shane Sewell. Não acho legal.

Só a TNA mesmo para colocar duas lutas de wrestling feminino em um mesmo pay-per-view... E me fazer gostar disso! Nenhuma das duas foi além ou aquém das expectativas. Não esperava que Sharmell participasse muito da luta, mas esperava que ODB "mandasse o recado" e fizesse o pinfall da vitória. A luta acabou virando uma disputa de duplas, entre quem entrou de bicão na festa. Taylor Wilde venceu Angelina Love e ficou tudo por isso mesmo.

A outra foi a disputa pelo TNA Knockouts Championship, onde Awesome Kong claramente venceria, afinal, ainda há uma coerência na hora de dar o título a alguma mulher na TNA. E Christy Hemme, apesar do que aconteceu no passado entre ela e Kong, ela ainda não tem o que é necessário para sustentar um título da divisão feminina. Porém, Awesome Kong não venceu! Mas reteve o título, já que perdeu por DQ. Mas, tirando isso, foi uma luta boa de assistir.

A luta pelo TNA World Tag Team Championship não foi lá essas coisas. Apesar de terem construído uma storyline por trás que daria até alguma chance de que a vitória aparecesse para Abyss & Matt Morgan, a dupla entre eles não convence nem um pouco. Eles não tem uma espécie de sinergia que é notória nas outras duplas da TNA. Team 3D, The Motor City Machineguns, Beer Money Inc. e LAX são muito mais convincentes que Abyss & Matt Morgan, tanto dentro do ringue quanto fora dele. E isso faz com que Abyss & Matt Morgan não convençam nem um pouco de que eles realmente podem conquistar e honrar aquele título.

"Finally..." Suicide fez sua aparição no ringue da TNA! Depois de inúmeras promos, Suicide estreou e, pelo pouco que sei sobre ele, ele tem que ser o fodão! Só quero ver aonde vão encaixá-lo...

O que eu temia, aconteceu. A estipulação colocada na luta entre Kurt Angle e Rhino deixou o resultado óbvio. Em momento algum me deu a impressão de que Rhino venceria a luta. Nem mesmo quando Mick Foley passou a ser o árbitro oficial do confronto. Só quero entender a aparição do Al Snow. Alguém explica?

O segundo Main Event foi mais uma batalha entre Main Event Mafia e a TNA Frontline no meio da guerra por respeito. A luta ficou aquém das expectativas. Optaram por usar a velha fórmula: os heels pegam um face, não deixam que ele saia do ringue e ficam revezando para bater no pobre coitado. No final, vira uma briga generalizada e o resultado é definido em um finisher. No caso, Sting com o Scorpion Death Drop em Samoa Joe. Mas, como eu disse anteriormente, qualquer storyline bem feita consegue transformar uma luta mediana em uma luta superinteressante, e com essa não foi diferente.

Porém, algo interessante mesmo foi a reação de Sting após a luta. Ao contrário do que aconteceu no Turning Point, Sting não comemorou a vitória com os outros integrantes da Main Event Mafia, em uma demonstração que algo estava errado. É fato que há algo de errado desde que Sting se mostrou, de alguma maneira, tocado com a promo que AJ Styles fez contando a verdadeira história sobre o que aconteceu entre ele o seu pai. Agora, venceu de uma maneira totalmente heel. Claramente Sting, apesar de estar em uma stable composta por heels, não é um heel. Sempre de lado durante as promos e não faz o "trabalho sujo" - lembrando que ele não encostou em Rhino quando este foi colocado no caixão pelos outros membros, e nem sequer apareceu no ringue na "cerimônia de despedida" de Christian Cage. Agora é esperar e ver a reação de todos em relação a esse fato. Mas, claramente, Sting será o ponto fraco da dominante Main Event Mafia em um futuro próximo.

Enfim, o Final Resolution foi um bom pay-per-view, com uma boa história por trás e que serviu para mostrar que Sting será realmente decisivo para o que acontecerá daqui para frente nessa guerra entre Main Event Mafia e TNA Frontline.


*Digo que o foi a "parte II" porque já houve um Final Resolution em Janeiro deste ano. Porém, graças a uma mudança no calendário de pay-per-views da TNA, agora o Final Resolution será realizado sempre em Dezembro.

Get in the Ring! #5

Olá Olá! Mais uma semana e mais uma coluna Get in the Ring! para ser postada no This is Wrestling!

Era para ser postada ontem, mas como diz minha querida avózinha: "Antes tarde do que nunca".

Nessa semana falo de uma promo, que aconteceu no Raw da última segunda-feira, que me fez pensar bastante sobre o futuro dos wrestlers aposentados.


Bem-vindo à realidade!


Pelas notícias que saíram ultimamente, Vince McMahon está tentando fazer com que os shows da WWE sejam mais realísticos.

Vários fatos confirmam essa notícia, como por exemplo: Undertaker perdendo para Big Show por nocaute no No Mercy - porém, no mesmo No Mercy, na luta seguinte, Triple H foi um Superman, mas isso não vem ao caso agora - MVP fazendo uma promo com Jeff Hardy na qual ele cita os problemas de Jeff Hardy com as drogas, o incêndio em sua casa e até o cachorro de Hardy que foi vítima do incêndio.

Poderia citar inúmeros outros exemplos, mas esse artigo foi feito para comentar o exemplo mais recente, que aconteceu no Raw dessa semana: a promo de JBL e Shawn Michaels.

JBL vem ao ringue, e nos avisa que, na manhã de segunda-feira, desafiou Shawn Michaels para uma Street Fight e agora queria a resposta para o desafio feito. A música de HBK toca. Ele vem ao ringue, preparado para a luta e animado como sempre, mas JBL, com o microfone em mãos, pede um tempo para o juíz para que ele possa dizer algumas palavras a Shawn. JBL diz que HBK pode lutar com ele ou então fazer a melhor escolha para a sua família diante à crise financeira que afetou o mundo inteiro. JBL diz que enquanto estava ganhando e guardando dinheiro - porque sabia um ano antes que a crise viria -, Shawn estava gastando o seu, e agora, com a crise, perdeu quase tudo que tem. JBL diz que Shawn tem muitas responsabilidades com sua esposa e filhos, e então faz uma oferta de emprego a HBK, que terá retorno financeiro muito maior do que a venda de camisetas e produtos da DX. JBL diz que Shawn tem duas alternativas: aceitar a oferta ou continuar sua vida no wrestling até os 50 ou até mesmo os 60 anos de idade. Mas, JBL pede para Shawn que, quando pensar na sua proposta, se olhe no espelho e veja o que ele vê, e o que ele vê não é exatamente uma imagem de alguém saudável. JBL diz que se HBK sofrer mais uma queda, ou participar de mais uma Hell In A Cell, ou se jogar sobre uma mesa, ele estará acabado. JBL pergunta a Shawn o que mais ele pode fazer, no futuro, além de lutar? JBL diz que está dando uma segunda oportunidade a Shawn e com essa oportunidade ele poderá ajudar a sua família e a sí próprio.
JBL pede uma resposta, mas com o silêncio de Shawn, JBL se irrita e diz que então faça o que ele quer fazer desde que desceu a rampa que dá acesso ao ringue: um Sweet Chin Music. JBL dá a cara pra bater (literalmente) e diz para Shawn "puxar o gatilho". HBK, visivelmente emocionado com tudo aquilo, ainda ouve de JBL que, caso faça a vontade do público, a oferta estará "fora da mesa" para sempre. HBK hesita e sai do ringue, de cabeça baixa, e volta aos bastidores, sendo vaiado pelo público presente na arena, enquanto JBL sorri.

Bom, acho que não há algo mais real que isso no momento, não é? JBL, como homem de negócios que é, fala da crise financeira - detalhe: não foi a primeira vez - e conversa com HBK sobre a sua aposentadoria, que está realmente perto, e sobre sua saúde, que, como J.R. disse no seu blog, o cansaço é perceptível até nos olhos de Shawn Michaels. Obviamente, HBK não fez a vontade do povo, porque, como face que é, não vai bater em alguém por este alguém falar a verdade.

Provavelmente a questão financeira de HBK colocada na promo é kayfabe - mas não muda o fato de que vários wrestlers já sofreram, ou ainda sofrem, com dificuldades financeiras após o término de suas carreiras -, mas tirando isso, tudo é a mais pura realidade.

Confesso que ainda estou em dúvida se promos tão verdadeiras assim são positivas ou negativas. Seja para o show ou para as pessoas que o assistem. Mas, pode ter certeza que essa foi uma promo da qual eu não esquecerei. Afinal, me fez pensar em uma questão interessante: quantos atletas, seja da modalidade que for, acabaram se perdendo após suas aposentadorias?

A maioria das pessoas costuma pensar: O que será de nós quando tal Superstar se aposentar? Mas, após ontem eu me perguntei: O que será dos Superstars quando eles se aposentarem?

Muitos Superstars sujam demais os seus nomes quando terminam suas carreiras, exatamente por não saber o que fazer após a aposentadoria. Não conseguem mais viver sem o público gritando o seu nome todos os dias, sentem falta da feroz rotina de um pro-wrestler, e sentem falta também da adrenalina que sentiam durante cada luta.

Alguns deles consegue algum emprego relacionado ao wrestling, como por exemplo, comentarista de algum show, ou até mesmo lutando em shows de federações bem menores em relação as que estão acostumados. Porém, ainda assim, alguns sentem muita falta da fama e fazem de tudo (na maioria das vezes esse "de tudo" é composto mais por atitudes negativas) para ter uma nota em algum jornal. Muitos caem no vício pelas drogas (lícitas ou ilícitas) e seus fãs choram pela imagem do seu ídolo sendo manchada por atitudes condenáveis.

Sting, Shawn Michaels e Undertaker são os próximos na fila da aposentadoria. Todos eles deixarão muitos fãs órfãos e eu ficarei apreensivo para saber o que será da vida desses três quando eles não tiverem mais a sua agenda lotada de compromissos para cumprir.

Então, é melhor aproveitar cada segundo que resta desses três, porque nunca se sabe o que acontecerá com eles no dia seguinte.




Get in the Ring! #4

Olá! Mais uma quarta-feira chega e junto com ela, mais uma coluna "Get in the Ring!".

Nesta semana falo da mudança, que ocorreu no SmackDown das duas últimas semanas, que me fez ter muita vontade de ver o SmackDown desta semana. A mudança ocorrida com Jeff Hardy.


Agora vai!



Amigo leitor, parece que, após muito tempo correndo atrás, Jeff Hardy finalmente terá uma chance real de conseguir um grande título dentro da WWE!

Depois de um certo tempo correndo atrás do título, ele entrou em um momento conturbado que foi da suspensão que o fez perder o Intercontinental Championship e o WrestleMania XXIV (que provavelmente lhe tirou a vitória certa do "Money in the Bank") até as dolorosas derrotas nos três últimos pay-per-views (Unforgiven, No Mercy e Cyber Sunday). Porém, hoje se vê um Jeff Hardy que não se via antes.

Antes do Cyber Sunday, tudo que se via era um coitado que corria atrás de um título pertencente a um wrestler aparentemente imbatível. Jeff dominou a Scramble match do Unforgiven, dominou a luta do No Mercy e dominou a luta do Cyber Sunday, mas, como disse Triple H, sempre faltou alguma coisa para que ele vencesse.

Eu penso o mesmo, mas não digo que faltou alguma coisa vinda do Jeff, mas sim dos bookers que não conseguiram convencer, em momento algum, que um face como Jeff conseguiria tirar o título de um face como Triple H. Pelo que parece eles finalmente notaram isso e agora estão mudando as características de Jeff Hardy para que ele possa tirar esse título que está nas mãos (ou na cintura) de Triple H desde o Backlash deste ano.

Não digo que isso foi um heel turn, que eu tanto pensei que seria a única coisa que tiraria o título das mãos de Triple H, mas sim uma mudança de ponto de vista (não é um eufemismo para "heel turn"). Antes ele fazia o que lhe era proposto, hoje ele faz o que acha que tem que fazer. Desafiou e venceu Undertaker, atacou Kozlov no segmento da assinatura de contrato para o Survivor Series, não teve medo do Big Show quando o mesmo interferiu no Main Event e aceitou sem pestanejar o desafio de derrotar Triple H no SmackDown da semana que vem.

Como ele disse na promo inicial do SmackDown desta semana, ele não tem nada a perder. E este era alguém que estava entrando em uma Extreme Rules contra o Undertaker e não estava amedrontado. Era vencer ou vencer!

Confesso que gostei desse Jeff Hardy. Esse tem a atitude de alguém que realmente quer o título e de alguém que fará tudo para consegui-lo. Nós paramos de ver aquele Jeff Hardy que cumprimentava Triple H após cada derrota (atitude mais derrotista possível). Esse Jeff Hardy me convence muito mais do que o Jeff Hardy que entrou para disputar o título nos três últimos pay-per-views.

Acredito sim que, de alguma maneira, ele vencerá Triple H e estará no Survivor Series. E com a luta se tornando uma Triple Threat, caso não queiram que o Triple H seja "pinado", há o Kozlov, ali, pronto para ser alvo do pinfall caso seja necessário (mas eu prefiro que Triple H o sofra).

Enfim, Jeff Hardy sempre foi um cara insosso para mim. Nunca vi nada demais nele além dos sposts doidos e as suspensões pelos problemas com drogas. Hoje ele tem algo diferente dos outros. Tem a sua própria atitude, que lhe faz ser diferente dos outros. Atitude inclusive, que o faz parecer que tem boas mic-skills! Talvez até essa atitude combine mais com a personalidade de Jeffrey Nero e por isso ele se sinta menos forçado a falar e fazer o que faz, o que faz com que tudo saia mais naturalmente.

Vencendo o Triple H, credibilidade para ser campeão não faltará! Afinal, para ter sua chance no Survivor Series ele terá vencido Undertaker e Triple H.

(Se ele não vencer o Triple H na semana que vem, tudo que eu disse neste artigo vai para o saco...)

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Outra coisa que tenho que falar é da promo de Undertaker. As promos que fazem para ele são bestas ou bestiais. A linha é bastante tênue. Certo que a gimmick lhe proporciona promos muito parecidas em seu conteúdo, mas colocar uma gravação de sua voz e ele saindo de dentro de um caixão colocado no ringue, foi muito ruim! Digna de gritar "boooooring!". E olha que sou fã do Undertaker e de suas promos...

Get in the Ring! #3

Olá! Tragos-lhe mais uma coluna "Get in the Ring!", falando agora da WWE.

Mais precisamente do Cyber Sunday ocorrido há duas semanas.



Para que serve um Cyber Sunday?


Antes que me pergunte, eu já lhe respondo: Não, eu não estive em coma ou sem internet nestes últimos tempos. Resolvi falar do Cyber Sunday apenas hoje, porque cheguei à conclusão de que é um pay-per-view totalmente inútil (já tinha esse pensamento antes da sua realização, mas vendo os fatos atuais, estes serviram só para confirmar).

Sou da opinião de que um pay-per-view deve ser o palco para que algo grande aconteça. Para que feuds sejam iniciadas, continuadas ou encerradas. Para que grandes títulos mudem de mãos e para que grandes lutas e feitos aconteçam e se tornem parte da história.

Fazendo uma reflexão rápida para dar alguns exemplos, lembro que o, hoje extinto, King of The Ring 2001 foi palco para a invasão definitiva da WCW dentro da WWF e para o começo definitivo da ascenção de Edge para alçar vôos mais altos dentro da empresa; não indo tão longe, o WrestleMania deste ano foi palco da aposentadoria de Ric Flair, da vitória de Undertaker e conseqüente conquista de mais um World Heavyweight Championship e a manutenção de sua invencibilidade em WrestleManias; o One Night Stand foi o palco da demissão de Undertaker (kayfabe) que deixou muita gente, na época, escandalizada; o Royal Rumble foi palco da volta de John Cena e da sua primeira vitória em uma Royal Rumble Match; o WrestleMania X-Seven foi onde Stone Cold fez um heel turn para conquistar o WWF Championship mais uma vez e existem inúmeros outros exemplos que corroboram a minha opinião.

Olhando para o Cyber Sunday, vejo que nada relevante aconteceu.

Isso se deve ao fato do ponto principal do pay-per-view ser simplesmente que o "WWE Universe", como são chamados os fãs da empresa, é que escolhe quem serão os participantes ou as estipulações das lutas e mais tantas outras coisas.

Dando uma olhada no card do pay-per-view, vimos Evan Bourne lutando contra Matt Hardy pelo ECW Championship. Sim, a luta foi boa, mas imediatamente após o anúncio da escolha de Bourne eu me perguntei: que storyline existe entre os dois? Quando na vida eles tiveram uma feud por este título?
Duas semanas depois a WWE mostrou que preferia Finlay como o escolhido.

No Raw seguinte ao Cyber Sunday tivemos uma luta pelo World Tag Team Championship entre Cody Rhodes & Ted DiBiase Jr. vs. CM Punk & Kofi Kingston, o que mostra que a WWE queria que esta luta fosse a escolhida para o Cyber Sunday, já que ela era uma das opções. Porém, ao invés desta, foi escolhida a luta entre Cryme Tyme vs. The Miz & John Morrison.
Aqui a situação é oposta a vista pela disputa do ECW Championship, já que Cryme Tyme e Dirt Sheet vinham em uma feud, tanto pelos programas na internet, quanto nas noites de segunda-feira, mas mesmo assim, a escolha não foi das melhores. Nada contra alguma das duas duplas, pois gosto bastante da dupla The Miz & John Morrison e acho que eles vêm tendo uma feud divertida até, mas com certeza não é uma luta que eu colocaria em um pay-per-view. Acredito que a WWE confiava que a popularidade de CM Punk e a disputa do título seria suficiente para que esta luta fosse escolhida, já que no Raw seguinte o mesmo se tornou campeão junto com Kofi Kingston.

Olhando para a disputa do WWE Championship, parece que a WWE, assim como eu, queria uma Triple Threat já que é o que já vinha se desenhando antes mesmo do Cyber Sunday, e é o que continua acontecendo nos últimos episódios da SmackDown em preparação para o Survivor Series.

Sem falar na previsibilíssima luta pelo World Heavyweight Championship onde ficou claríssimo que Batista sairia como campeão e Stone Cold seria o special guest referee.

Acredito que seria muito melhor caso fosse um pay-per-view normal já que a WWE acabou fazendo, mesmo assim, as lutas, que também eram opções para o Cyber Sunday, no Raw e na ECW.

Ou vai me dizer que não seria melhor ver uma Triple Threat pelo WWE Championship ao invés de ver o Jeff frustrando suas expectativas assim como nos dois pay-per-views anteriores?

A WWE fez o que a maior parte do seu público desejou, e não foi nada bom. Às vezes é melhor das ouvidos às suas convicções do que aceitar as dos outros. Tenho pena de quem comprou este pay-per-view.

Eu gostaria, mas é claro que a WWE não tirará o Cyber Sunday do seu calendário anual de pay-per-views, já que é mais uma fonte de renda.

Enfim, ultimamente o Cyber Sunday só está servindo para matar a saudade de ver o Stone Cold Steve Austin.




Get in the Ring! #2

Olá! Aqui estou eu, mais uma vez, para mais uma coluna "Get in the Ring!"

Hoje escrevo sobre um caso que vem acontecendo comigo e já deve ter acontecido com muitas pessoas (se ainda não aconteceu, acontecerá, pois a vida é assim).



Quando a paixão esfria


Amigo leitor, talvez eu esteja ficando exigente demais ou talvez ela que está se esforçando pouco, mas o fato é que eu sinto que a minha paixão por ela está esfriando.

Quando eu a conheci, há mais ou menos um ano, ela era algo novo, interessante, parecida com algumas que já havia conhecido, mas ao mesmo tempo muito diferente. Quando a conheci melhor, pude ver o quanto apaixonante ela era. Era divina. A personificação de muitas coisas que eu adorava.

Eu não a entendia muito bem, mas passamos a nos encontrar todos os sábados. Sem falta. Com o passar do tempo, percebi que uma vez na semana era pouquíssimo tempo, então fui encontrando maneiras de vê-la mais vezes. Desde então, eu consigo vê-la três vezes por semana, às vezes quatro.

Procurei saber mais sobre ela, sobre sua vida, sobre sua história e fui ficando cada vez mais empolgado, mais encantado e mais apaixonado por ela. Falava para todo mundo sobre ela e sobre todas as suas qualidades, do quanto ela era boa... Típico de quem está apaixonado, sabe?

Ela costumava ter uma atitude que faria com que qualquer um se apaixonasse por ela. Era simplesmente imprevisível, falava o que vinha em sua cabeça e não praticava a auto-censura. E era isso que me deixava mais excitado: A sua imprevisibilidade.

Porém, de uns tempos para cá ela começou a mudar. Começou a se interessar por caras mais jovens, o que fez com que eu não fosse mais o seu foco. Além disso, ela se tornou monótona, previsível demais. Há algo que desgaste mais um relacionamento do que a monotonia? Ela começou a tomar atitudes com as quais eu não conseguia concordar (claro que ela sempre o fez, mas antes ela pelo menos me dava bons motivos para tal feito).

Toda essa mudança me deixou mal, pois eu gostava da sua imprevisibilidade, gostava de como ela costumava ser.

Não ache que sou retrógrado, pois aprovo mudanças e as acho saudáveis, porém, ela mudou para pior. E talvez ela não se importe em ter mudado. Provavelmente acha que tomou uma boa decisão já que as coisas para ela continuam muito bem, mas acredito que ela não está percebendo o quanto está me decepcionando.

Em nossos encontros, ela não me empolga mais. Quando não consigo vê-la, não sinto tanta falta como sentia antes, pois sinto que não perdi nada. Tenho notado que já não me empolgo mais antes, durante ou depois de vê-la. Nem mesmo aos domingos quando costumávamos ter os melhores encontros.

E aquela vontade que eu sentia de escrever sobre ela, eu já não sinto mais. Quando falo dela, falo mal. Por isso, às vezes, evito falar sobre. Ela está bem, se sentindo feliz e ganhando bastante dinheiro.

Quando você está insatisfeito com algo ou alguém, você acaba procurando outros prazeres. É algo natural do ser humano e foi exatamente isso que eu acabei fazendo. E como dizem por aí: “Quem procura, acha!”

Ela não é tão bonita quanto a primeira, não é tão experiente, mas sabe como me empolgar. A cada semana que passa me surpreende mais. Me passa a sensação de que se importa comigo, que sabe de tudo que eu gosto e que está disposta a fazê-lo.

O começo foi difícil, eu a achei insossa e muitas vezes me atrasava para vê-la apenas por relaxo. Ela não me empolgava então não me sentia perdendo muita coisa. Não era acostumado com suas formas, com seu linguajar, sua voz soava estranha e eu não sabia lidar com seus defeitos. Mas, de uns tempos para cá, assim como a primeira, ela mudou. Porém, mudou para melhor. Hoje ela me empolga, tem um brilho que eu não vejo nos olhos da outra há muito tempo.

Só a conheço há um mês e só a vejo uma vez por semana, às vezes duas, mas sei que a veria mais vezes se pudesse.

Semana passada, por exemplo, o encontro foi incrível! Ela comprou roupas novas, vem se esforçando para parecer mais bonita, sua voz soa melhor e ela me deu um presente que eu achei simplesmente incrível! Talvez você conheça, pois na embalagem veio escrito: “Sting, Kevin Nash, Kurt Angle and Booker T = Main Event Mafia”.

Pois é amigo leitor, essa analogia barata foi só para dizer que eu “atravessei a linha”! Aqui em casa, a WWE está perdendo espaço para a TNA. Não só por mérito da TNA, mas também por demérito da WWE.




Get in the Ring! #1

Olá! Eu sou o Uncle Johnny, um dos novos colaboradores do blog. Sou dono de um blog homônimo a esta coluna e a partir de hoje começo a escrever periodicamente por aqui também.

No artigo a seguir falo de uma grande storyline de uma empresa com a qual eu tinha preconceito há um tempo, mas que tem me encantado nas últimas semanas: A TNA.


Sou da opinião de que uma boa storyline já é meio caminho andado para uma grande luta. Um exemplo disso, é que prefiro assistir uma luta de uma boa feud atual (que eu estiver acompanhando assiduamente) entre dois bons Superstars, ao invés de assistir a uma luta entre grandes lendas do pro wrestling, em um dia qualquer no YouTube.

A grande storyline faz com que a expectativa para uma luta entre os envolvidos seja grande e tudo que se vê na grande storyline, se retrata durante a luta: Provocações, golpes baixos, a tentativa de humilhar o adversário e a tensão no ar antes de cada luta também é retrato de uma boa storyline. Com tudo isso, dependendo dos envolvidos, vira uma luta memorável, que faz com que a feud seja igualmente memorável.

Por isso amigos leitores, venho por meio deste artigo dizer que me despi de preconceitos. Tinha preconceitos contra os wrestlers que nem sequer conhecia (esse é o pior tipo de preconceito), contra o mal booking (de fato, era ruim mesmo...) e até mesmo contra o ringue de seis lados! Porém, nas últimas semanas tem se visto no TNA iMPACT! o que há de melhor no pro wrestling: A soma entre boas lutas, boas promos e ótima storyline!

Veteranos, representados por Sting, contra a nova geração, representados por AJ Styles e Samoa Joe, fazem a melhor storyline do momento. Nela, brigam para conquistar o respeito alheio. Algo muito comum no nosso “mundo real”.
Afinal, quantas vezes na sua vida você não tentou conquistar o respeito de alguém?


O que ajuda a tornar esta main storyline muito boa e também muito real é a inexistência de rótulos “heels” ou “faces”. Afinal, no nosso “mundo real” ninguém é totalmente bom ou totalmente mau. A realidade desta feud, assim como a nossa realidade, é apenas uma questão de pontos de vista. Neste caso, ou você concorda com os veteranos, ou você concorda com os novatos.
Isso se deve ao fato de que a TNA busca um público mais maduro, que o quer fazer pensar, que o quer fazer decidir torcer por um ou por outro porque se identifica com seu ponto de vista. Ela não quer fazê-lo torcer contra o indivíduo apenas porque ele age da mesma maneira que os vilões do Power Rangers.

Outro fator importante para que essa storyline tenha qualidade é o fato de que ela não se prende a apenas dois ou três wrestlers, mas sim à boa parte do roster da TNA, o que faz com que qualquer atitude, de qualquer um dos lados, “respingue” em alguém. A partir do momento em que é anunciada uma luta entre um novato e um veterano, as faíscas já começam a surgir. Um exemplo disso foi a luta entre Booker T e “Black Machismo” Jay Lethal. Minutos antes da luta houve uma entrevista onde Booker T criticava a gimmick de Jay Lethal, dizendo que conhecia “Macho Man” Randy Savage (que é a inspiração de Jay Lethal) e essa gimmick era prova de que ele não tinha respeito algum pelo Macho Man. Lethal, obviamente, ficou indignado e foi “babando” para cima de Booker T na hora da luta.

Assim como na vida real há também os apolíticos (que normalmente são os mais chatos), popularmente conhecidos como aqueles que ficam “em cima do muro”. Neste caso, Cristhian Cage ocupa este papel. No começo parecia estar ao lado de AJ Styles, mas depois foi se desentendendo com o mesmo, mas não foi para o lado dos veteranos mesmo sendo um. Acabou envolvido em uma luta no Bound For Glory IV contra AJ Styles e contra Booker T.

E no meio de toda essa storyline há um título envolvido, mas no momento é apenas um pedaço de ouro. E é assim que eu gosto! Feuds pessoais, onde o motivo é muito maior do que obter um status de campeão. “Eu te odeio e por isso quero lutar com você. Quero te destruir, quero te humilhar”, simples assim.

Na semana passada tivemos o Bound For Glory IV que já foi um ótimo encontro para demonstrar o quanto essa main storyline está funcionando bem. Samoa Joe tentando, além de derrotar Sting, humilhar e demonstrar sua falta de respeito acabou perdendo a luta e o TNA World Heavyweight Championship para o mesmo.


Feud pessoal também é a de Kurt Angle com Jeff Jarret. Angle, que está puto da vida por ter perdido seguidas vezes em PPVs, graças ao violão de Jarret (inclusive no Bound For Glory IV), agora anda atacando todo mundo nos bastidores e também anda atacando diversas vezes (com palavras) a família de Jeff. Quer coisa mais pessoal do que ameaçar as filhas de alguém?! Até por entrevistas em jornal eles estão se atacando!
E no meio dessa feud está Mick Foley, que prometeu fazer nesta semana um anúncio que mexerá com todo o pro wrestling mundial (Um pouco de suspense não faz mal à ninguém)! Isso sim está me deixando curioso! Assim como a maleta misteriosa de Booker T.

A TNA está mostrando uma face interessante onde há qualidade, não só nas lutas, mas também nas storylines, o que é essencial para uma empresa que deseja alcançar degraus mais altos. Ela está cativando, está fazendo com que o telespectador anseie o próximo show.

Enfim, ainda há muita coisa para conquistar e para corrigir mas, para uma empresa com tão pouco tempo em atividade, já há mostras de que se continuar nesse nível não demorará muito para alcançar níveis mais altos de audiência. Mas isso não depende só da TNA, depende também do público, que tanto bate na WWE, mas não larga o osso à procura de carne nova. E disso eu posso falar com propriedade porque era assim.

A TNA mostra algo diferente de muitas coisas que se vê por aí e isso cativa o público, seja qual for a sua faixa etária. É um prato cheio para quem adora storylines maduras, reais, cheias de ódio e de pessoas lutando para conquistar um objetivo único (que não é apenas o título).

Por isso lhes digo amigos leitores: Não percam a boa história sendo escrita!





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