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Boemio’s Ring Bar - Os Trapalhões

Grandes Amigos! Como diz o poeta: tudo que é bom, dura pouco ou acabou-se o que era doce! Não digo isso asfixiado pela soberba, achando que a série "Diversidade do Wrestling" foi um marco da blogsfera. Mas para este humilde e enxerido cronista, esta série foi muito especial. Além de falar sobre algo que me fascina, ela está sendo um treinamento para minha escrita, servindo para aumentar meu vocabulário e assim ajudando proliferar o nosso vernáculo (viu? Coisa linda...). Inspirado pela despedida do ano, segue o ultimo artigo da série.

Repito a pergunta que fiz no artigo anterior. Se já descrevi as cincos características mais importantes que um Wrestler pode ter e fechei com os lutadores que contém todas elas, o que será este último?

Todos sabem que nem de feras e monstros, vive o Wrestling. Existem figuras que estão no meio das estrelas, mas não brilham tanto assim. São tratados como cavalo alazão e na verdade são legítimos pangarés. Desta vez amigos, falarei dos lutadores que maltratam o ringue, que estão mais por fora do que umbigo de vedete, são os famosos e nem tanto talentosos, pernas–de-pau, fanfarrões ou ridiculamente: os trapalhões!



Pensei muito para fazer este artigo e uma das idéias que veio a minha cabeça foi apenas criticar e execrar o mau Wrestler. Poxa, em mundo com coisas muito mais sérias a pensar, não seria bacana da minha parte ir para este lado. Então, parti para outra linha, a linha do humor.

O futebol é o esporte onde todos os tipos aparecem: cavalos, líderes, técnicos, habilidosos, raçudos, etc. Também é lá, onde existem sujeitos que foram agraciados com a mais pura sorte. Jogadores que não tem talento algum, mas de alguma forma conquistaram seu espaço, mesmo sendo criticados e vaiados. Não vejo no vôlei, jogadores furando um ataque ou levantando para o nada. No basquete é difícil um jogador quicar a bola no próprio pé ou até mesmo errar a tabela em um arremesso. Nunca vi também um cara de mais de dois metros ser jóquei. Mas o futebol é diferente! Lembram do famoso Juca Baleia? Goleiro do Sampaio Correa que pesava mais de 110 kg. Ou o burocrático Marcio Costa, campeão pelo Fluminense e Flamengo, que conseguia errar passe de 3 metros. Pior ainda é o time do Vasco de 2008 que será rebaixado com peças "fanfarrônicas" como Beto Cachaça, Odvan, gigante Madson ... (calma gente, se o carro "morreu" engata a SEGUNDA e vai no tranco...).

No Wrestling errar é "botchar"! Que na linguagem da luta-livre significa tentar um movimento e este não sai como previsto, causando um erro grotesco. O fato de errar não faz do lutador ser o sujeito mais ridículo do mundo, pois o grande lutador também falha. Vide Jeff Hardy, que errou feio ao dar um Whisper In The Wind em Mr Keneddy, fazendo-o cair parecendo uma maçã podre. Mas o "botch" pode causar danos quase letais vide Owen Hart contra Stone Cold, quando este teve problemas sérios na coluna por causa de um tombstone piledriver desastrado de Hart.

Mas para ser trapalhão não basta somente errar. Como disse acima, existem sujeitos que a simples existência na luta-livre já causa desconfiança. E para ilustrar este filme de terror irei citar quatro trapalhões! E que me perdoem os gênios do humor Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

1) Funaki


OK, OK, já sei o que alguns vão falar: "mas o Funaki é um grande lutador japonês. Aprendeu em grandes federações Indys de lá!". Amigos, convenhamos que a figura não bota medo nem no jardim de infância! Funaki não faz força para ser sério, e sua estatura minúscula, cabelo alorado e cara de japonês bobo execram muito bem este estilo.

O Japa deve ter “dados uns amassos” na namorada de algum Booker ou xingado a mãe de Vince McMahon, para tratarem tão mal dele. Só aparece para ser jobber ou ser debochado. Lembra quando entrou no ringue, cantando sua infame musica acompanhado de “monstros” como Boogerman e Hornswoggle. Para piorar botaram um kimono na fera e estão o chamando de Kung Fu Naki!!!

Na verdade, pela sacanagem que fazem com ele, poderiam o chamar de Kung "Tô Fu" Naki e em vez de seu Kimono, ele poderia usar uma camisa de força.

Não sei se mesmo dando um push para Funaki, tornando-o mais sério, este se tornará um Wrestler de ponta.

2) The Great Khali


Amigos, este que é o famoso perna-de-pau! Seu enorme corpanzil e seu jeito de andar não parece aqueles sujeitos que andam através de uma perna de madeira? E seu destemido queixão, que parece que o gigante abacanhou um pinico?

É, realmente Khali não leva jeito para coisa. Ele é triste dentro do ringue e todos sabem disso. Promos nem pensar também! Sua temível velocidade que um idoso o ganharia em uma corrida com o pé engessado, piora o quadro. Só tem mesmo aquele tamanhão todo para dar algum crédito. Imagino as feições infelizes dos Wrestlers, quando vêem que seu adversário será The Great Khali! É mesma coisa de bater em poste ou atropelar um prédio!


Khali não pertence a este mundo. Tem problemas sérios no joelho e falhas na dicção, comprometem respectivamente sua ring-skill e mic-skill. Sua falta mobilidade se torna um estorvo para os outros lutadores desenvolverem movimentos e manobras.

Mas Khali não é todo ruim. Seu jeito de gente boa, sua carisma, faz Khali durar um pouco mais no ramo do Wrestling. E vai ser para o humor. Não adianta ele dar berros, fazer cara de mal, que o gigante será sempre lembrado como seu maior feito, a tosca "Khali Kiss Cam".

Pelo menos, ele conseguiu beijar a Mickie James e a Lilian Garcia.

3) Hornswoggle


PARA TUDO! O que um anão estás fazendo na terra de gigantes? MEU DEUS! O que um anão vestido de duende irlandês, está fazendo na WWE? Não pergunto isso acidamente somente pelo tamanho, pois Rey Mysterio é quase um!

Todos que abominam a "infantilização" da WWE devem odiar seu grande símbolo: Hornswoggle! O baixinho serviu para apagar um pouco de tudo que era radical, oriundo da "Attitude Era". Mulheres semi-nuas se insinuando ativamente, caras bebendo cerveja no meio do ringue, vinganças e brincadeiras pesadas, palavrões a la carte, tudo isso foi substituído por um anão de bunda grande vestido de Leprechaun, que nem sabe falar, "somente" para abocanhar uma fatia gorda de mercado.

Falando da figura em particular, Hornswoggle é um bom anão. No circo onde veio, ele deveria ser o melhor. Tem um rosto engraçado, é ágil e esperto e até tem boa ring-skill (melhor que o Khali). Mas não podemos misturar. A luta-livre é para extravasar, para mostrar que somente o mais forte e esperto ganha. Essa história de colocar elementos infantis para vender chapéu verde acaba com a credibilidade do negócio.

Até dar um título para Hornswoggle, a WWE fez!

4) Dave Batista


Imagino quando os bookers selecionam as lutas, entre os Wrestlers deve existir uma expectativa e temor para saber quem será o coitado vai lutar contra o “Animal”. Vejo, o HBK que ficou parado quatro anos por causa de uma contusão, recebendo a notícia que irá lutar contra Batista. Shawn deve botar as mãos nas costas e dizer: "Meu deus, ele não! Ele é um Animal!"

Dave é um Wrestler encomendado. Pegaram um sujeito grande e musculoso, sem o menor talento para o negócio, deram para Ric Flair cuidar e tentar transformar em um Superstar. Ric é o mestre do Wrestling, mas não é mágico! Batista não leva jeito para a coisa, não sei se gosta do que faz, na minha opinião, passa a impressão que está lá somente por causa da grana e fama. É debochado nas promos sérias, não passa credibilidade e ainda tem uma mic-skill pobre.

Como outras pessoas já relataram, Batista tem um físico privilegiado e gimmick de fortão, mas demonstra que não tem tanta explosão muscular assim. Vide seu botche contra Umaga no Wrestlemania 24, que “The Animal” tentou dar um Batista Bomb no Samoano e não agüentando seu peso caiu de nádegas no chão. Posso escrever uma crônica inteira sobre outros botches de Batista, como por exemplo, aquele onde Batista após um spear mal dado em Edge, abriu uma fenda na cabeça (Draft 2008) ou então, o mais novo contra John Cena que culminou com sua contusão.

Mas vou parar, porque prometi que não iria execrar (muito).

É amigos, termina assim a série “Diversidade do Wrestling”. Para quem tiver curiosidade de ler os outros seis artigos, seguem os links.

Como ser um cavalo

Manda quem pode, obedece quem tem juízo!

Lutando e voando

No peito e na raça

Técnicos e técnicas

Mestres do ringue

Agora, deixe de trapalhada e comentem! Senão eu chamo o Batista...

Boemio

Boemio’s Ring Bar - Mestres do Ringue

Salvem Amigos! Motivado pelas mudanças marcantes, que estão “bombando” no mundo do Wrestling, segue mais um pitoresco BRB. Já reparam que o BRB é que nem notícia ruim, não tem data nem hora para chegar. Quando menos se espera, chega o BRB atropelando!

Estamos muito perto do final da série “Diversidade do Wrestling” que durante cinco artigos descrevi e exemplifiquei os tipos diferentes de Wrestlers que contém neste mundo que idolatramos. Esta série, que está me dando muito prazer de escrever, mostra um pouco minha visão sobre a magia do Wrestling, um entretenimento fascinante que move milhões de fãs e geradora de várias discussões sadias.

E se juntássemos todas características que falamos nestes cinco artigos em somente um Wrestler, o que ele seria? Senhores, que rufem os tambores, pois falarei dos sujeitos que tem mais intimidade com o ringue do que a foca com a bola. Os caras que não são apenas Wrestlers e sim essência do Wrestling, eu estou falando dos lutadores perfeitos ou simplesmente os craques!



Cada artigo que escrevi, diz uma característica marcante que um Wrestler de ponta pode ter. Vocês devem ter concordado algumas vezes e discordado muitas, mas grande parte disto acontecer, foi à utilização de critérios ou regras que submeti para a confecção destes artigos. O primeiro critério foi falar somente de lutadores na ativa, ou seja, Wrestlers da atualidade. Quis fazer algo eclético, que todas as pessoas por mais idade ou menos idade, que acompanha mais ou menos tempo, pudesse associar rapidamente o lutador com a característica que está sendo relatada.

Outro ponto importante foi não repeti nomes. Nessa, eu pensei no atributo e pensei no nome automaticamente. Sei que muitos lutadores citados por mim, contemplavam mais de uma característica, por exemplo, Triple H. Eu o aloquei no grupo dos líderes, mas podia muito bem ter alocado no grupo dos técnicos, pois possui esta característica também. Em John Cena, quis ressaltar sua raça e paixão ao Wrestling, mas não podia ter o citado também como um exemplo de líder? E Jeff Hardy que além de um grande High-flyer é um Wrestler extremamente apaixonado pelo que faz. Alem disso temos os lutadores que não foram citados em nenhum dos cinco artigos, mas possuem estas características que somadas formam em extraordinários Wrestlers, como: Kane, Sting, Big Show, AJ Styles, Samoa Joe, Kevin Nash, Booker T, etc...

Ser mencionado como um craque é muito mais complexo do que se imagina. Juntar ou desenvolver as cinco virtudes: brutalidade, liderança, habilidade, raça e técnica, é algo que se leva tempo. Lógico, que até mesmo para um lutador completo, é impossível ter as cinco características na mesma proporção. E isto não é para ser mesmo exato. A graça do negócio está em ver que mesmo dominando os pilares do wrestling, o lutator perfeito pode ter seu próprio estilo.

Ser perfeito ou craque, primeiro de tudo é ter dedicação e uma longa carreira. Desta maneira o lutador terá subsídio para desenvolver e inovar. Outro fato é a escolha de sua gimmick. Se for mal escolhida, sempre faltará alguma coisa mesmo o lutador sendo um “monstro” dentro do ringue. Suas storylines serão sempre deficientes, dificultando assim suas promos e feuds.
Para ajudar a descrever o que é ser craque, citarei dois ícones que agigantam o ProWrestling.


1) Undertaker



O “Deadman” em qualquer lista de melhores do mundo ou de craques de todos os tempos é a barbada. Mark Calaway é um símbolo do wrestling mundial. Sua forte e envolvente gimmick, repleto de misticismo e mistério, seu figurino assustador envolvido pela música sombria, esconde um pouco o gênio que Undertaker é dentro do ringue. Para visualizar melhor isto, usarei as cinco características e analisarei se Taker realmente as engloba.

Brutalidade(“Como ser um cavalo”):

Na faculdade onde Regal, JBL e Kozlov se formaram em truculência, Undertaker fez o jardim de infância. Seu tamanho de jogador de basquete e cara que come criancinha no almoço, ajuda o Coveiro ser muito temido. Sua ferocidade vai desde arremessar Mick Foley a mais de 6 metros de altura, passando por jogar o braço do “irmão” Kane no fogo até dar um Tombstone piledriver em Vick Guerrero. Até seu golpe de submissão é violento, tanto que foi “proibido” pela cúpula desportiva da WWE.

Este ser é tão bruto, tão bruto que faz até gigantes como The Great Kahli e Big Daddy V sair do ringue por medo.

Liderança (“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”):

Em relação à liderança, Undertaker a utiliza sem dizer uma palavra. Basta olhar para ele e ver em seus largos e longos anos de Wrestling, que Undertaker é um verdadeiro líder, sempre é lógico, se mantendo atual e no topo. Os Wrestlers temem o coveiro, mas além de tudo o admiram e esperam conquistar a metade da fama e o sucesso que ele teve e tem.

Durante a sua carreira vitoriosa, The Phenom liderou uma stable épica e sombria: “The Ministry of Darkness”. Esta Stable que fazia lembrar uma seita, tinha como objetivo tomar o poder da WWF das mãos do grupo formado por Vince McMahon, a “The corporation”. Négocio era tão sinistro que até seqüestrar Stone Cold e crucifica-lo no meio do ringue fizeram.

Habilidade (“Lutando e voando”):

OK, Taker não tem a habilidade de voador mexicano e nem a impulsão do Kofi Kingston, mas, amigos, estamos falando de um cara que tem 2,11 metros! Mesmo assim, o que Undertaker já faz é de se admirar. Ou vocês acham fácil andar em cima das cordas, como que estivesse passando em uma calçada (Old School).
Um dos pontos altos do Unforgiven de 1998 e da história do Pro-Wrestling , foi em uma Inferno Match contra Kane, onde Taker deu um vôo simplesmente espetacular por cima da corda superior, com o ringue em chamas por debaixo dos seus pés.

Raça (“No peito e na raça”):

Como disse no artigo “No peito e na raça”, a maior façanha de um lutador é interagir de alguma maneira com o público, para que este o louvem e adorem, fazendo que o Wrestler continue lutando por muito e muito tempo. A maneira mais intensa de fazer isso acontecer é a raça, que nada mais é, do que o amor cego ao seu trabalho. Mark Calaway tem mais de 18 anos de bom wrestling e continua o amando, fazendo de cada show um momento inesquecível.

Técnica (“Técnicos e Técnicas”):

Taker é um lutador bastante técnico que dá e recebe os golpes com bastante intensidade e segurança, além, é claro, de passar muita credibilidade em suas lutas. Sua forma para um lutador de 43 anos é simplesmente fabulosa.

Falando em forma e técnica, vem a minha cabeça, a luta contra Edge no “One Night Stand”. No fim da luta, que era uma “TLC Match”, Undertaker é empurrado de uma escada caindo em cima de quatro mesas que estavam empilhadas. Após o “pin” de Edge, Taker levanta e sai cabisbaixo, triste com a derrota que causaria sua demissão, mas totalmentee inteiro e saudável. A técnica não está relacionada somente dar golpes, mas também recebê-los sem causar dano para si próprio.

Esse cara é o não é, um gênio do Wrestling mundial?

2) Shawn Michaels



Aí que o bicho pega! Agora irei falar de meu ídolo no Wrestling!

Michael Shawn Hickenbottom, é uma lenda. Sua carreira é espetacular, que daria um livro BestSeller. Nela temos comédia (DX), drama (sua lesão nas costas), traições (The Rockers, Hulk Hogan), escândalos (The Montrel Screwjob), vingança (Unforggiven 08) e conquistas (muitos e muitos títulos). The Heartbreak Kid é um wrestler completo e todos sabem disso. Mesmo quem não simpatiza com ele, tem que concordar que HBK é um Fenômeno. Sua gimmick de playboy conquistador, misturado com sua técnica e habilidade no ringue, tornam um Wrestler perfeito. Duvidam? Vamos lá:


Brutalidade:

Quando HBK era mais novo, seu físico era bem diferente do que é hoje. Era mais musculoso, um pouco mais “parrudo”. Se a idade fez Shawn “enfraquecer”, ela não fez a sua fúria no ringue diminuir. Seu finisher , o Sweet Chin Music é prova disso. Se pararem para pensar, este golpe mais parece um coice de cavalo, pois pega o adversário distraído. Todas as traições de HBK começaram com este golpe, inclusive a primeira, quando deu Sweet Chin Music na cara de Marty Jannetty fazendo ser jogado contra a janela da Barbearia de Brutus Beefcake. Outro exemplo da brutalidade de Shawn aconteceu há pouco tempo no Unforggiven, quando deu uma surra histórica em Crhis Jericho e no final o agraciou com belas chicotadas usando seu cinto.

Liderança

Nas storylines ou na vida real, HBK é um líder nato. Professor de muitos lutadores famosos como Lance Cade, The Brian Kendrick, Bryan Danielson, Shawn Michaels marcou sua trajetória ensinando muitos jovem lutadores a se aperfeiçoar no Wrestling. Um dos mais famosos é Triple H, seu amigo inseparável, que deve grande parte de seu sucesso aos ensinamentos de HBK (desde a época do The Klic).

Já dentro do ringue, foi líder de uma das mais importantes stable de todos os tempos, como já disse em meu outro artigo, The Heartbreak Kid era o coração da DX. Sua mic-skill aliada a sua carismática personalidade o tornam exemplo de como um wrestler deve se comportar quando não está lutando em um ringue. Shawn Michaels prova que a verdadeira liderança não é aquela que é imposta e sim adquirida. Quando se aposentar, a WWE não perderá apenas um grande lutador, mas sim um grande mestre.

Habilidade

Isso nem preciso falar muito. Além de muita habilidade e a soberba agilidade, HBK é um malandro dentro ringue. Ele aproveita todos os subterfúgios para impulsionar sua destreza. Não que seja um oportunista nato que nem o Edge, mas que Shawn Michaels sabe aproveitar todas as chances, ah isso ele sabe!

Além disso, HBK tem seus momentos de voador, principalmente quando usa o seu Diving Elbow Drop, não importando da onde que sai, às vezes de grandes alturas.

Raça

Essa para mim é a razão dele ser um grande ídolo. Seu amor ao wrestler é tão grande que nem mesmo uma contusão seriíssima o fez desitir. Em Janeiro de 98, HBK lutou contra Undertaker num Casket Match. Durante o combate HBK sofreu uma violenta queda de costas contra o caixão. A lesão foi tão grave que HBK não conseguiu se levantar durante dias. A gravidade da lesão obrigou ao fim da carreira como lutador. A batida monstruosa fez aparecer grandes lesões em dois locais da coluna cervical de HBK. Ficou quatro anos em clínicas de recuperação e unidades operatórias. Mesmo com todos pensando que estava acabado, Shawn Michaels voltou!

Hoje, HBK, aos 43 anos ainda comove a todos com sua arte nos ringues.

Técnica

Ser eleito oito vezes pela Pro Wrestling Illustrated como melhor luta do ano, já explica tudo. Este ano deve ganhar de novo, ou acham que a luta contra Ric Flair não vale este título?

Vale ressaltar que em quase todos artigos, HBK foi lembrado nos comentários pelos nossos leitores.


É amigos, assim termina mais um Boemio’s Ring Bar. Antes de terminar, quero deixar uma pergunta: se eu disse o tempo todo que tem sete artigos e fechei no sexto com os craques, o que será que o sétimo? Hehehe...aguarde e confie, pois nesta estarei totalmente inspirado!!!

Agora mostrem que são craques dos comentários e comentem!!!

Abraço!

Boemio

Boemio’s Ring Bar - Técnicos e Técnicas...

Nobres amigos! Após um período sem escrever por motivos profissionais e pela absoluta falta de tempo, sigo com mais um Boemio’s Ring Bar, ou como preferir, BRB. Este é o quinto artigo da série “Diversidade do Wrestling”, que contará com mais dois artigos além deste. Minha intenção é descrever os tipos de wrestlers, focando na diversidade de estilos, sempre exemplificando com lutadores da atualidade.

Com certeza, dos cincos artigos, este foi que deu mais trabalho a escrever. A temática complexa somando com a falta de nomes na atualidade que exemplificasse esta característica, dificultou muito meu trabalho. Já deixei claro que não sou um especialista em Wrestling (longe disso!) e muito menos praticante de alguma arte marcial. Mas isto foi superado pela a vontade de escrever a vocês e a admiração e amor a este esporte-entretenimento. Então, com alguma pesquisa e uma pitada de bom-senso, falarei hoje sobre os sujeitos que sabem fazer a coisa, que mostram somente com estudo, empenho e prática conseguimos a excelência, estou falando dos Technical Wrestlers ou simplesmente os técnicos.



Relacionando todas as atividades esportivas, a luta é a mais antiga da História da humanidade, já que corresponde a duas das preocupações primárias do homem: sua sobrevivência e a marcação de seu território. A Luta sempre esteve presente na sociedade humana durante o curso da história, não existindo registro de um criador, como outras modalidades esportivas. Ela é uma criação popular!.

A luta se desenvolveu e foram criadas derivações, modalidades. Para buscar a eficácia nos golpes e intensidade no dano, as técnicas foram incluídas, lógico que determinadas pela sua modalidade específica. Se é luta, por mais livre que seja, tem que ter técnica. Se não tiver vira briga, vira rinha. Se botarmos dois bichos diferentes para lutarem, cada um irá buscar de sua maneira e com seu recurso detonar seu adversário. O felino normalmente prefere morder a traquéia de sua presa, para sufocá-la. Já o gorila usa sua força estrondosa e seus longos braços para quebrar a espinha de suas vítimas tornando-a inofensível.

Passando para a selva do Wresting, dominar totalmente técnica do esporte tem um papel importantíssimo. Além servir para proteger seus companheiros de ringue quando se é praticado uma manobra (vale-me-deus Batista!), serve também para dar continuidade e naturalidade a luta. A técnica no pro-wrestling refere-se à habilidade de fazer e receber os moves sem criar danos letais e serem perfeitamente reais para que sejam "vendidos" aos espectadores. Um fundamento mecânico importante no desempenho destas habilidades do wrestling é a estabilidade. Ela é usada quando os lutadores executam manobras e precisam manter o equilíbrio gerando resistência necessária, mesmo contendo uma força contrária aplicada por outro lutador.


Para ilustrar melhor esta aula de física, citarei dois professores do wrestling:
1) Chris Jericho



Pupilo da escola de um dos maiores Technical wrestlers de todos os tempos, Bret “Hitman” Hart, Jericho é um lutador diferenciado. Seu biótipo não assusta e muito menos sua cara de bom moço, mas Chris tem o que a grande maioria dos lutadores não tem, que é recurso e criatividade. Sua complexidade de moves, se compara na grandiosidade e perfeição em executá-los. Isto muito se deve a sua formação, que consta passagem em duas escolas tradicionais do mundo: a mexicana e a japonesa.

Com vinte e um anos, Jericho se aventurou em terras mexicanas e lutou em federações pequenas incluindo a EMLL. Lá ele aprendeu, usar a técnica mesclada com habilidade originária da “Lucha Libre” que se desencadeou em moves como Lionsault. Com vinte e cinco anos já estava na federação japonesa WAR Promotion, aprendendo toda a arte e disciplina nipônica e trouxe para seu arsenal de golpes, o fantástico Enzuigiri.


Devido às suas dotadas técnicas de ringue, hoje Chris Jericho é considerados um dos mais completos lutadores da atualidade e com certeza continuará lutando e brilhando pelos ringues do mundo por um bom tempo ainda.

Se o Batista permitir...

2) Kurt Angle




Esta é barbada! Não se ganha uma medalha olímpica se não tiver pelo menos técnica. Kurt tem muito mais do que isso, pois ele é cria do wrestling. Sua gloriosa carreira iniciou no wrestling amador, tendo lá um ótimo desempenho e valoroso aprendizado. Depois, como todos sabem, brilhou na poderosa WWE e este brilho perdura até hoje na promissora TNA sendo o líder da fantástica stable: MEM.

Grande dom de Kurt é a coordenação e o controle. Seus movimentos são altamente sincronizados ao seu rápido pensamento. Sua estabilidade assemelha ao um lutador de sumô de 200 kg, mas com agilidade e a habilidade. Às vezes, seu semblante de cara malvado, esco
nde o estrategista que Kurt é.

Kurt Angle, nos jogos olímpicos de Atlanta em 1996, levou sua medalha de ouro olímpica competindo na modalidade Freestyle Wrestling. Foi uma vitória extraordinária em um combate real de Wrestling, que nem o melhor e criativo booker poderia escrever. Apesar do seu adversário ser maior e mais forte, e de Angle competir com um pescoço partido, ele mostrou toda sua frieza e técnica e venceu.

Na minha opinião Angle está com os dias contados no pro-wrestling. Não é novidade para ninguém, que o que comove Kurt, além dos dólares, é o prazer da competição real (MMA?), onde ele pode usar e abusar de sua técnica e mostrar ao mundo que é o verdadeiro vencedor.

Bem que o Batista poderia ir para a MMA também, né?

É meus amigos, assim termina mais um BRB! Desta vez citei apenas dois wrestlers em vez de três ou quatro que sempre cito. Mas fiz isso de propósito para servir como um alerta. Em mundo de fisiculturistas, malabaristas e atores que o Wrestling se tornou, o espaço de lutadores técnicos esta cada vez mais curto. Não vejo jovens lutadores preocupados em crescer tecnicamente ou aprimorar a arte do wrestling. Vejo sim, interessados em fama e dinh
eiro. O que ilustra muito bem isto é a quantidade de Wrestlers que andam se machucando por imperícia ou negligência, cometendo erros (botcher!) imbecis. Não acreditam? Então perguntem ao John Cena...

Por favor, agora mostrem sua técnica descritiva e comentem!!!

Abraço!


Boemio

Boemio’s Ring Bar - No peito e na raça...

Amigos! Segue mais um Boemio’s Ring Bar, com muito humor como é de costume, mas sem perder o foco no artigo, que tem como objetivo deixar minhas opiniões sobre o fabuloso mundo do Wrestling. Para relembrar, estou escrevendo uma série de artigos denominados “Diversidade do Wrestling”, onde eu apresento os vários tipos de lutadores e os classifico de acordo com suas características principais. São sete e estamos agora no quarto artigo.

Como disse na primeira crônica, ver algo sendo feito, por maneiras diferentes, mostra a complexidade do negócio, mas esta virtude (a raça) que todos os atletas, que modalidade for deviam apresentar, modifica nossa maneira de julgar se ele é o bom ou não. Fãs do Wrestling, gostaria de apresentar os sujeitos que movem o mundo para cumprir seu desejo, que atravessam o deserto comendo carne-seca e que dão nó até em pingo d’água. Estou falando dos caras que possuem o tão famoso “sangue nos olhos”, os fantásticos raçudos!!!

Popularmente a palavra raça significa vontade e determinação, ou seja, querer fazer algo dando o sangue e a alma para conseguir (caramba, Undertaker até levantou da cova agora). No wrestling, como em qualquer esporte, temos metas para serem alcançadas. Estas metas podem ser conseguidas por meio de muito ou pouco esforço, e dependendo da dose de esforço elas podem até não ser conquistadas. No Wrestling, a questão principal é o convencimento, o ato de ganhar já não importa mais aqui. Como é um show, o convencimento das pessoas estimula que ela volte a assistir e faz delas escravas deste entretenimento. Pala ilustrar isso farei outro paralelo com o futebol.



Como devem ter percebido, sou flamenguista, mas o caso que citarei, aconteceu com o Palmeiras em um jogo pela Copa do Brasil em 1995. O jogo era Palmeiras vs Grêmio pelas quartas de finais deste campeonato. A classificação para as semi-finais aconteceria em dois jogos e o desempate seria o saldo de gols. No primeiro jogo no Olímpico, por pane do Palmeiras e mérito do Grêmio, este venceu por 5 x 0. No segundo, o Palmeiras teria que vencer pelo mesmo placar para levar a disputa para os pênaltis. Os jogadores entram sérios, controvertidos e concentrados, sabendo que sua missão era ingrata. A torcida em grande número foi lá dar força, esperando copiosamente pelo um milagre. Começa o jogo e logo no inicio o pior acontece, Grêmio faz 1x0! Motivado pela torcida e um jogador em especial (era o Mancuso), o Palmeiras começar a jogar diferente. Vibra com qualquer roubada de bola e cada jogador começa estimular o seu companheiro. Mancuso come a bola com farinha. O Grêmio acuado recua. Palmeiras faz um, dois, três, quatro e cinco. Os jogadores inflamam e a torcida também, mas 5x1 ainda dava a classificação para o time gaúcho. Infelizmente para o Palmeiras, o jogo acaba e o Grêmio vence. A torcida do Palmeiras continua a vibrar e os jogadores emocionados se juntam e comemoram como se tivessem ganhado um título. Nesta noite, todos sabiam que um jogador, que tinha da raça sua maior virtude, fez o time ganhar muito mais do que um título, ele fez o time ganhar respeito.

No Wrestling acontece freqüentemente isso. O “vencer e perder” não é importante na história. Todos sabem que isso é determinado por um monte de Nerd de óculos, que ficam com umbigo no computador ditando o rumo que os lutadores irão tomar (os bookers). A maior façanha de um lutador é interagir de alguma maneira com o público, para que este o louvem e adorem, fazendo que o Wrestler continue lutando por muito e muito tempo. A maneira mais intensa de fazer isso acontecer é a raça, que nada mais é, do que o amor cego ao seu trabalho.

Como de costume, para ilustrar irei citar três Wrestlers raçudos, que como nós, são apaixonados por este espetacular esporte-entretenimento:

1) Tommy Dreamer


Tommy, não tem coração! Ele tem um ring no peito! O Wrestling é sua vida, WWE sua casa e a ECW seu quarto. Ele é a essência do amor ao wrestling. Sabemos que Dreammer já se tornou além de um grande lutador hardcore, um símbolo nesse estilo. Esquecemos, por enquanto, a história dele ser sub-utilizado e o não valor ao seu talento.

Não considero Dreamer um lutador de ponta e muito menos venero sua ring skill. Acho esta gimmick de professor e protetor dos fracos e oprimidos chata e isso me irrita um pouco. Mas porque com esses graves defeitos, ainda fiz logo acima todos aqueles elogios? Porque acho que Tommy Dreamer veio ao mundo para servir ao Wrestling. São pequenos detalhes que enriquecem a tese que Tommy tem a luta-livre na alma, por exemplo, sua roupa. Percebe que Dreamer prefere usar uma camisa da companhia, ou seja, para divulgar o próximo pay-per-view ou para mostrar que seu lugar é a ECW? Outro exemplo é a submissão a dor que esse louco tem. Irei citar uma passagem do Jack-O-Mania II, onde demonstra com clareza, o que estou dizendo.

“Tommy Dreamer era novo na casa, e não agradava aos fãs, mas naquela noite ele enfrentaria The Sandman, que já era uma lenda viva. ECW é feito de regras extremas, por isso, quem perdesse a luta receberia 10 pauladas com a Singapore Cane e Dreamer perdeu. Na hora das pauladas, a valet The Sandman dizia a Dreamer “se você beijar meus pés, a dor acaba”, e a dor realmente existia. Para The Sandman, não existia essa de bater mais fraco, cada paulada, era sempre com a maior força possível.1,2,3,4...10. 10 Pauladas nas costas. Dreamer se aproxima do Microfone e pede MAIS. O público vai a loucura...”

Agora voltemos ao um assunto bem comentado! Por que ficamos tão zangados com a passividade dele em ser um simples Jobber? Porque ainda perdemos tempo em ler e ver coisas relacionadas a Tommy se este nada mais é hoje, do que uma PORCARIA de um jobber. A resposta? Leia acima.

“O que será do mundo se perdermos a esperança”.


2) Mick Foley



Entramos em acordo então, que a raça está proporcionalmente ligada à paixão ao wrestling. Mick Foley é a prova viva deste amor. Esse sujeito sobreviveu na WWE sendo totalmente adverso ao biótipo da atleta, característica adorada por Vince Mc Mahon. Sua feição de “tio gente boa”, aliado ao seu corpanzil de bebedor de cerveja, ilustram muito bem isto.

Mas como Foley sobreviveu? O que fez ele se tornar este monstro do Wrestling? A resposta é paixão. The Hardcore Legend é apaixonado pelo Wrestling e sua carreira é uma obra-prima, comparada em devidas proporções a um conserto, um quadro valioso ou uma grande peça de teatro. Se for pela dor que uma pessoa demonstra com intensidade seu amor e loucura a alguma coisa, Foley possui uma lista de algumas conseqüências disto: maxilar e pulso direito quebrado, ombro esquerdo fraturado, queimaduras de segundo grau e um total de mais de 300 pontos por todo o corpo, além é claro, da famosa orelha arrancada em uma luta contra Vader.

Sabemos que Mick Foley foi responsável por uma das lutas mais fabulosas já feitas na World Wrestling Entertainment, quando teve um combate com The Undetaker numa Hell in a Cell. The Undertaker jogou Foley a uma altura imensa (no alto da cela) fazendo Foley caisse na mesa dos comentaristas e depois de algum tempo, Taker fez um Chokeslam grotesco que fez com que Mick ultrapassasse o teto da cela e desabasse no ringue.

O pior disto tudo não são as conseqüências e seqüelas, e sim o descaso e ingratidão de uma pessoa que lucrou muito com essas peripécias de Mick Foley. Estou falando de Vince Mc Mahon, que há pouco tempo o deixava renegado com uma missão pouco nobre, que não estava a altura da sua história e seu potencial. Mas graças a deus, Mick procurou seu caminho e sabemos que por muito tempo irá ainda mostrar sua raça e dedicação ao Wrestling. Ao delírio e agradecimento de todos.

"A coragem é a luz da adversidade”

3) John Cena



Pronto! Agora vou tomar porrada como um bom e honesto jobber. Vou apanhar mais do que o Chris Jericho no Unforgiven. Já sei, devem estar se perguntando o porque de John Cena estar na nesta lista. Irei respondê-los.

Cena, não é um Wrestler habilidoso e muito menos técnico. Adorados por muitos e odiados por muitos também (principalmente aqui no Brasil). Usa uma gimmick meio batida de rapper e de cara “safo”, descolado. Suas promos são regulares, tem uma boa mic-skill e razoável liderança. Até aí não respondi nada, mas vamos lá.

John está na WWE somente há sete anos e por três vezes, ele foi considerado o Wrestler mais popular do ano pela conceituada revista Pro Wrestling Illustrated. Cena já fez dois filmes e está lançando o terceiro, além ter gravado um álbum de rap. Porque tamanha popularidade se ele possui todos os defeitos graves que descrevi? Porque o ganancioso Vince Mc Mahon confiaria seu disputado main-eventer a esse cara?

John Cena ama o que faz. Estar no WWE é seu sonho de infância e sonho também de seu pai, que é treinador de wrestling amador. Fã de feras consagradas como Hulk Hogan e the Rock, John lutou muito para estar a onde está. Se falta técnica, sobra garra, se falta habilidade sobra dedicação. Em 2007, Shawn Michaels fez a melhor luta do ano, que durou uma hora. Sabe quem era seu adversário? Cena.

Fazemos uma comparação com seu ídolo, The Rock. Este começou a lutar na WWE, em 1996 ganhou vários títulos, se tornou main-eventer e fez tanto sucesso que foi convidado a fazer filmes. Depois de 9 anos, abandonou a carreira de lutador para se dedicar ao cinema (em 2004). O Wrestling foi apenas um trampolim, hoje nem sequer faz participação especial. Agora Cena: começou a lutar na WWE em 2002, ganhou vários títulos, se tornou main-eventer e fez tanto sucesso que foi convidado a fazer filmes (parecido, né?). Depois de sete anos, teve duas lesões sérias que seria um grande pretexto para abandonar a carreira e se dedicar ao cinema que nem seu ídolo. Mas não! John volta daqui um mês, motivado, e com a vontade de ainda contribuir bastante com wrestling, não o usando como trampolim, mas como seu objetivo de vida. Sei que posso até estar errado (faltam dois anos para chegar a carreira de The Rock), mas por enquanto, ele não deu motivos nenhum para duvidarmos.


“O guerreiro está ferido, morto jamais”.

Assim termino o quarto artigo. Espero que tenham gostado! Agora? RAÇA, RAÇA, vamos comentar! Vocês conseguem! Vamos!

Abraço!

Boemio

Boemio's Ring Bar - Lutando e Voando...

É gente, o monstro cresceu! Neste momento de alegria, estou inaugurando minha coluna e me tornando colaborador do melhor blog de Wrestling do país! Quem te viu e quem te vê Boemio. Com toda sinceridade, acho uma grande responsabilidade escrever para leitores como vocês e farei de tudo para superar as expectativas. Bom, chega de lenga-lenga e vamos a estréia do extraordinário e espetacular (da minha parte pelo menos): Boemio’s Ring Bar ou como preferir, BRB.

Na verdade, apesar de ser a estréia do BRB, seguirei descrevendo os tipos de Wrestlers que existem no mundo da Luta-livre mundial. Este será o terceiro artigo de uma série de sete, denominados por mim, de “A diversidade do Wrestling”.

Como alguns sabem, os dois primeiros artigos, fiz no “Espaço do Leitor”, coluna do amigo Fabio Corbari. Para maior entendimento de todos, vamos recordar: o primeiro artigo foi sobre os "cavalos", wrestlers que se destacam pela brutalidade dentro do ring e rispidez fora dele. Já o segundo, falei sobre os líderes, sujeitos que ditam e irão ditar por algum tempo o futuro da WWE.

Agora os convido a compartilhar um pouco da vida dos caras que fazem do wrestling o espetáculo acrobático que é hoje. Senhores, abaixem as pipas por que o céu já está tomado! São eles, os High-Flyers ou simplesmente, os Voadores.


No primeiro artigo, quando estava fazendo a introdução, defini a característica dos lutadores High-flyers, como sendo de habilidade. Não confundir habilidade e técnica, digo isto, pois em uma JOM do Jack cometi este erro. Para enxergar melhor o que é esta diferença farei uma analogia com o futebol.

O jogador de futebol técnico, como o Kaka, Junior, Sócrates, Gerson, são descritos desta maneira por dominarem inteiramente os fundamentos do esporte como o passe, o chute, o lançamento, cabeceio e visão de jogo. Já a habilidade, está ligada a parte plástica, como drible e arrancadas. Como exemplos, podemos citar Robinho, Denílson, Messi, Robben e Obina (hehehe, brincadeira).

Voltando ao Wrestling, terra de habilidosos e loucos varridos, podemos definir a habilidade como a disposição em fazer um movimento, visando, além do dano imaginário, a plasticidade, acrobacia e insanidade. Ou seja, Voar!!!

Pala ilustrar, citarei quatro malucos aéreos.

1) Rey Mysterio



Oscar Gutierrez, como um exímio e caricato “luchador”, é a habilidade em carne e osso. Sua velocidade impressionante e forma física admirável compensam a sua baixíssima estatura, tornando um wrestler extremamente competitivo. Seus movimentos são imprevisíveis e espetaculares, como o 619, finisher de alta dificuldade. Não acho que cause tanto impacto, mas é de uma beleza indescritível. Sempre quando vejo ele correr para aplicar o movimento, tenho a impressão que ele vai errar e ficará embolado nas cordas, pendurado que nem um pedaço de acém em frigorífico. Contudo, Rey me surpreende sempre e completa o movimento com a costumeira perfeição.

Além do 619, outro movimento voador de impacto é o West Coast Pop (Springboard hurricanrana). Neste, Rey salta em cima das cordas para pegar impulso e se arremessa corajosamente em seu oponente engatando as pernas em seu percoço e fazendo este dar uma senhora cambalhota. Outro a se destacar é Pickin' The Dime (Springboard Splash), onde Rey Mysterio também salta da ultima corda e encaixa os bagos (desculpa o palavreado) no gogó do sujeito e cai junto, fazendo impacto contra o seu torax.

Quero lembrar que Rey, além de voador, Rey é extremamente técnico e carismático, ingredientes decisivos para tornar este Wrestler adorado e admirado por todos os fãs.

http://www.youtube.com/watch?v=HQ5GUUHWoh0


2) Evan Bourne


Evan Bourne ou Matt Sydal é o que há de mais novo e fantástico quando o assunto é os High-flyers. Esse cara tem a mesma característica física de Rey Mysterio mas com um biótipo menos “bombado” (além de ser mais alto é claro, pois se perder do Rey, só ganhará mesmo do Horsnoggle), que junto de sua fisionomia de menino feliz, faz ele parecer um wrestler comum e frágil.

Engana-se quem pensa isso, pois fragilidade é algo que passa longe desse lutador. Sua coragem e habilidade o tornam um sopro de esperança na decadente ECW (me perdoem os fãs). A sua breve história na WWE, conta que na primeira luta, Matt Sydal, como era chamado na época, estreiaria como jobber contra Sheldon Benjamim. Penso que sua participação seria de qualquer outro Jobber, ou seja, apanhar sem misericórdia. Sydal perdeu, mas mostrou uma habilidade incrível, enchendo os olhos de quem estava assistindo e garantindo assim uma futura oportunidade real no show.

Falar em Bourne sem citar seu fantástico finisher, é falar do Flamengo e não lembrar de Zico, ir a uma churrascaria e não comer picanha, entrar na internet e não visitar o blog "This isWrestling” (nossa, essa eu puxei!) resumindo, não dá! O shooting star press é uma manobra que o wrestler dá uma cambalhota para trás em direção a um oponente deitado caindo na posição Splash. Esse golpe é tão cabuloso que chegou a ser proibido na WWE, mas foi liberado para Bourne quando este provou que realizava o movimento com toda segurança. Para mim, é a manobra do wrestling mais extraordinária de todos os tempos e combina inteiramente com este fantástico lutador.


3) Kofi Kingston

Caramba, eu sou fã desse “Jamaicano”! O cara parece que tem mola em vez de pernas! Kofi Sarkodie-Mensah, ganês por nascimento, modifica um pouco o wrestling atual. Sua destreza é tão impressionante que não tem como não vibrar quando ele começa sua seqüência de movimentos. Trouble in Paradise “pra lá”, Enzuirizi “pra cá” atordoam qualquer oponente deixando-o além de derrotado extremamente tonto. Quem não espera a luta inteira, o momento dele dar o seu magnífico BOOM –BOOM?

Putz, com ficou estranha esta frase... parece que ele está dando outra coisa! Bem, deixa pra lá...

Apesar de achar ainda que Kofi saiu um pouco cedo da ECW, penso que no Raw ele pode mostrar com mais intensidade ao que veio. Como Bourne, Kofi precisa melhor sua gimmick, acho que falta nele um pouco de fome de lutador e o chamado “sangue nos olhos”. Sua cara de “bobo” faz parecer que está na luta-livre como diversão e que serve para apenas entreter e alegrar o público entre as lutas sérias. Sua habilidade é tremenda e bem trabalhado poderá chegar facilmente ao topo. Esperamos!


4) Jeff Hardy

INSANIDADE!!!! Seu nome é Jeff Hardy. A história e a descrição da habilidade deste biruta vale um caderno de crônica. Sua personalidade marcante, sagacidade e total falta de noção fazem dele o Wrestler mais popular da WWE. Comparando com os wrestlers que citei acima, podemos reparar que a constituição física de Jeff é totalmente diferente. Aqui já não vemos mais um lutador peso-cruzador, lógico que também não chega a ser um super pesado, mas lembramos que Hardy tem 1,90 m e 102 Kg, biotipo que impoem respeito.

Sabemos que Jeff é um dos mais famosos botcher da WWE. Mas em contrapartida temos que considerar a dificuldade de suas manobra aéreas e imprevisibilidade delas. Não é fácil, após um combate duro, subir em uma plataforma de metal a 9 metros de altura e se jogar de lá como se tivesse dando um mergulho em uma piscina. Esse episódio aconteceu contra Randy Orton, véspera de um Royal Rumbble. Louco Hardy é assim!

Seu famoso Swanton Bomb, causa frisson aos fãs quando é realizado. Na minha opinião é o finisher mais radical e arriscado do Wrestling, pois qualquer movimento errado a chance do autor quebrar o pescoço é enorme. Até Mr Kennedy já observou que a insanidade da manobra pode causar danos irreparáveis e extinguiu este golpe do seu arsenal.

Além dessa habilidade toda e coragem doentia, Hardy tem muita força e uma boa e cativante gimmick. Acho que não é um wrestler perfeito, pois falta nele o que sobra em outros astros como Edge, MVP e The Rock: o mic- skill . Se estes lutadores não tem todo o talento de JH no ring, compensam pela habilidade de realizar excelentes promos . Quando Hardy desenvolver esse quesito, se tornará sem sombra de dúvidas um dos maiores lutadores de todos os tempos.


Amigos, de antemão gostaria de pedir desculpas se caso errei alguma descrição dos golpes. Não sou especialista nisso como o Jack e o Rated R King, mas tentei descrever para ilustrar melhor este tema complicado que é as habilidades aéreas dos lutadores. Quero também agradecer ao Rolf - The Rock pela paciência! Ele me ajudou a editar o meu artigo e dei um trabalho...

Agora, peço para irem VOANDO aos comentários e deixem as suas impressões sobre este artigo!

Abraço!
Boemio

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